A hipersensibilidade alimentar é uma reacção indesejável ou não esperada, perante a ingestão de um determinado alimento. Aqui se incluem as alergias clássicas (alergia alimentar mediada por IgE) e as chamadas intolerâncias alimentares (hipersensibilidade alimentar não alérgica) nas quais podem estar implicados mecanismos imunológicos, enzimáticos, tóxicos ou psicológicos, entre outros. Ao nível intestinal, o sistema imunológico deve descriminar entre antigénios prejudiciais e benéficos. No entanto, uma inadequada sensibilização faz com que o organismo produza anticorpos frente às proteínas dos alimentos ou à flora intestinal comensal, o que poderá conduzir a doenças crónicas. Muitas pessoas apresentam algum grau de sensibilidade frente a distintos alimentos, mas em muitos casos esta é indetectável se não se submeterem a análises específicas.
Teste de Intolerância Alimentar Dieta Mediterrânica
Esta prova permite, através de uma simples extracção de sangue, detectar a presença de anticorpos IgG específicos frente a 109 extractos alimentares. Os resultados destas análises mostram os alimentos potencialmente prejudiciais para o paciente, uma informação muito valiosa para especialistas e nutricionistas, que poderão adequar as suas recomendações dietéticas às respostas obtidas.
No resultado, cada alimento gera uma barra progressiva de diferentes cores de acordo com os níveis de resposta aos anticorpos:
EVITAR
Recomenda-se eliminar da dieta estes alimentos durante 6 meses e reintroduzi-los mais tarde de forma faseada.
VARIAR
Incluem-se os alimentos que apresentam um baixo nível de anticorpos e recomenda-se que não se consumam mais do que cada 4 ou 5 dias.
SEM LIMITAÇAO
Estes alimentos não geram níveis detectáveis de anticorpos no organismo, pelo que não há restrição ao seu consumo.
Para realizar a análise, deve fazer pelo menos 4 horas de jejum e não ter tomado no último mês nenhum fármaco que contenha Corticosteroides (Urbason, Trigon Depot, Cortidene, Dacortin, Pulmicort…).